PERFEITO ESTRANHO 5º PARTE





O sol batia na vitrina da galeria iluminando o interior. Cristy andava a verificar as lâmpadas que iriam iluminar os quadros. Não podia falhar uma.

- Estás melhor?
- Desculpa?

Cristy esquecera-se completamente que inventara uma dor de cabeça para não os acompanhar.

- A tua cabeça.
- Sim, obrigada.

Cristy saiu dali, com o pretexto de escolher o quadro para a parede lateral. Um dos jovens que trabalhava na galeria ofereceu-se para o lho levar. Era simpático, gostava dele. Ficaram um pouco a conversar, e quando ele a convidou para tomar um café mais tarde aceitou. Qualquer coisa servia, se assim deixasse de pensar em Carlo nos braços da loira Andrea!

- Não te pago para andares a seduzir os homens que trabalham na galeria.

Cristy não queria acreditar no que ouvia. Acusava-a de namoriscar com os colegas?  Inconscientemente levantou a mão. Que teria acertado em cheio na cara dele se ele não a tivesse agarrado no ar.

- Nem penses! Vais arrepender-te!

Ela estava tão admirada como ele, nunca pensou que teria coragem de lhe levantar a mão!

- Que fazes? Despedes-me? Força! Estou farta das tuas acusações, destes teus jogos de poder! Era bem melhor que...

Calou-se e refugiou-se na casa de banho a chorar. Ficou lá, sentada no chão até sentir o rabo frio. Tinha de ser profissional.Terminaria o trabalho e depois despedia-se, afinal ainda estava no tempo de experiência. Lavou a cara e saiu. Ele estava no escritório principal, e estava zangado. Falava em italiano e como era linda a voz dele. Amaldiçoou-se por ainda o achar atraente, mesmo depois de a acusar de seduzir os homens. Afastou-se dali antes que ele saísse.
Passou a manhã a evitar estar no mesmo sitio que ele. Perto da hora do almoço, o mesmo rapaz que provocou a discussão da manhã veio chama-la. Carlo pedia a sua presença no armazém.

- Mandas-te chamar-me?

Manteve-se afastada dele.

- Que dizes deste quadro para a parede central?

Cristy chegou mais perto para ver o quadro,era lindíssimo. A pintura mostrava um por do sol fantástico, no lado direito do quadro via-se uma aldeia de casas brancas numa colina, no resto o mar azul, de um azul tão límpido que parecia real. No centro o sol que se escondia nas águas. Era tão real que se fecha-se os olhos podia sentir o cheiro do mar. E instintivamente fechou-os.

- É lindo!
- É a minha terra.  Sciacca. na Sicília.
- É linda...

Cristy não conseguia dizer mais nada. Estava encantada com o quadro. Há tanto lugar lindo por esse mundo fora...

- Sim. É linda!

Algo na voz dele fez com que ela se voltasse para ele. Os olhos dele estavam mais escuros que o costume.

- Desculpa o que disse à pouco.

Não sabia que pensar. A sua mãe dizia que, só um grande homem reconhece que está errado. E ela não queria reconhecer que ele era um grande homem. Devia de sair dali o quanto antes, mas os seus pés não obedeciam.

- Não tem importância.
- Claro que tem. Não tenho esse direito.
- Então é aqui que estão escondidos!

Andrea encheu o armazém com o seu perfume.

- Que fazes aqui?
- Venho convidar-vos para almoçar. Porque têm de almoçar,certo?
- Eu tenho coisas a fazer. Mas obrigada.

Cristy tentou evitar o almoço, mas Andrea não se deixou convencer.

- Não aceito um não. Nem desculpas de dores de cabeça. Vamos lá, a mesa não espera por nós eternamente.

Andrea arrastou Carlo num braço e Crity no outro.Ela não tinha a menor vontade de servir de vela ao casalinho.Teria de arranjar uma desculpa qualquer para se vir embora mais cedo.
O restaurante ficava nas traseiras da galeria,  ao contrario do que estava à espera, o restaurante era elegante mas muito simples. Pensou que Andrea escolheu aquele por causa dela.
Começava a ficar incomodada com o olhar de Andrea, sentia que estava a ser analisada ao microscópio!

- Tens irmãos Cristy?
- Não. Sou filha única.
- Então não sabes a sorte que tens.

Carlo tossiu e Andrea deu uma gargalhada sonora.

-E os teus pais? Os tempos mudaram muito, mas não se importam que andes pelo país com um homem?
- Os meus pais já faleceram
- Desculpa. Não sabia.
- Não tem importância
- Então estás sozinha no mundo?
- Tenho o Napoleão
- Napoleão?!
- A Cristy tem um Mastiff - Carlo respondeu por ela
- Um cão?! Oh meu Deus... lembras-te do pastor alemão da quinta dos avós? E como a mãe ficou danada contigo, quando naquela noite de trovoada levas-te o pobre Chuk para a tua cama, porque estava todo molhado?
- Se me lembro?! Estive uns dias sem conseguir sentar-me.

 Avós?! Mãe?! Mas Andrea não era amante dele?!

- Aqui onde o vês, todo aprumado foi o irmão mais traquina que uma rapariga pode ter.
- Tu eras uma santa...
-Claro que não. Mas sabia fazê-las. Nós mulheres sabemos fazer as coisas e bem feitas!

Andrea olhou para Cristy e piscou um olho.

- Uma vez o pai comprou um cavalo, lindo..
- Não vais contar essa pois não?
- Como estava a dizer. O cavalo era lindo, preto, selvagem. E do que se lembra aqui o cowboy de fazer? Montar o animal às escondidas. Quando demos por ele estava sentado, para não dizer enterrado, no estrume das ovelhas.

A gargalhada de Andrea voltou-se a ouvir, mas desta vez acompanhada pela de Cristy. Imaginar Carlo em cima de estrume era demais.

- Quem bom que se estão a divertir...

O almoço foi interrompido pelo telemóvel dela.

- Desculpem.

Era o encarregado do catering em meia hora estariam na galeria.

- Tenho de ir.
- Vamos todos,ainda tenho de ir apanhar o vestido à lavandaria. De que cor é o teu?
- O meu?
- O vestido para a inauguração!
- Eu não vou.
- Não vais? Como que não vais? Carlo,anda cá...

Carlo tinha ido pagar o almoço e estava a conversar com o dono do restaurante.

- Ainda não se riram o suficiente de mim?
- Diz que não vai à inauguração.
- Claro que vai.
- Não vou, estou cansada e além disso não trouxe vestido.
- Isso não é desculpa. Ás quatro estou na galeria para te apanhar. - Andrea era insistente - Não quero ouvir nada mais. Ás quatro sem falta.

E dito isto saiu,deixando-a de boca aberta. A autoridade era de família. Como gostavam de dar ordens aos demais.

- É sempre assim?
- Desde que nasceu. Abria a boca, e a casa toda corria a ver que queria.
- Geralmente onde há um bebé é sempre assim. Mas depois passa.
- Acho que se esqueceram de lhe contar essa parte.

Em questão de poucas horas, estava tudo tratado para a inauguração. Deu uma vista de olhos pela galeria, queria confirmar que estava tudo como Carlo tinha pedido. Queria que tudo ficasse perfeito.
Assim como queria, que Andrea desistisse da ideia de a levar a comprar um vestido. Nunca iria parecer tão bem, como as mulheres que estavam convidadas para o evento. Mas antes da hora marcada ali estava ela.

- Sei que te considera indispensável, mas vai ter de se desenrascar sozinho por umas horas. E por aquilo que vejo está tudo pronto.
- Deixa-me só ir ao armazém falar...
- Nem penses, vamos comprar o bendito vestido.

E viu-se novamente arrastada por Andrea, desta vez de loja em loja. Andrea deu a Cristy vestidos de todos os feitios e cores e mandou-a experimentar. Não gostaram de nenhum! E ainda bem!
Ficou branca só de olhar para os preços! Nunca poderia pagar uma coisa daquelas!

- O vestido vai pagá-lo o meu irmão por ser idiota! O resto ofereço eu.

Andrea parecia que entrava na sua cabeça com um simples olhar.

- Não posso aceitar.
- Claro que podes! E não quero mais conversa, vai lá vestir este.

O vestido era lindo, comprido em seda preta, o decote nas costas em v deixava-as a descoberto. As alças finas pareciam partir-se a qualquer momento. Quando se viu ao espelho teve de aceitar. O vestido parecia feito de propósito para ela. As suas curvas estavam mais acentuadas e o seu peito parecia maior. Demorou tanto tempo que Andrea foi espreitar.

- Meu Deus! Estás absolutamente fantástica! Levamos este.
- Acho que é demais.
- Se eu tivesse as tuas curvas, não me escondia atrás de um fato de saia e casaco todo o dia. Minha amiga és linda. E depois de terminar contigo...

Ela ainda não acreditava que se deixara convencer a ir ao evento com aquele vestido. Mas tinha de concordar estava lindíssima. O cabelo apanhado ao alto dava-lhe um ar sofisticado. Colocou a echarpe nos ombros. Gostava do resultado final. Nem parecia ela... o bater na porta assustou-a.
 Nunca pensara que arrumar-se assim leva-se tanto tempo.

- Cristy?! Está tudo bem?

Era Andrea. Por uns instantes, temeu e desejou que fosse Carlo. Andrea andou em volta dela.

- Estás linda! Melhor. Deslumbrante!
- Ainda acho que é demais.
- Não digas isso! Nada é demais quando queremos impressionar um homem! Porque gostas do meu irmão não gostas?

Estava envergonhada, não lhe ocorreu que Andrea soubesse o que sentia por Carlo.

- Nota-se assim tanto?
- Para quem tem olhos na cara... Sabes, quando fala de ti está sempre exaltado. Nunca o vi assim. Por isso vim, queria ver com os meus olhos, quem é que resistia ao encantos dele. Nem calculas a quantidade de mulheres que ele... desculpa.

 Andrea calou-se ao ver que aquilo a incomodava.

- Isso são coisas vossas. Isto é para ti. Uma pequena lembrança minha.

Andrea deu-lhe uma caixa vermelha com um laço. Quando a abriu ficou sem fala, lá dentro estava uma gargantilha.

- É linda! Não devias...
- Deixa-te de coisas. Vi-a e lembrei-me de ti.
- Obrigada
- Não vais chorar pois não? Estragas a maquilhagem toda. Volta-te para que ta coloque.
- O teu irmão deve de estar farto de esperar.
- Oh, já o mandei embora... vamos no meu carro. Pronto. Estás linda. Aposto que os homens não te vão tirar os olhos de cima, e as mulheres também não, serás motivo de inveja.

A galeria estava cheia de gente elegantemente vestida. Mas nem assim, a entrada das duas passou despercebida. Ela morena num elegante vestido preto e Andrea loira com um vestido vermelho curto sem ombros, estavam a causar algum murmúrio nos convidados.
Ela estancou ao inicio, mas Andrea agarrou-a no braço e apertou-lho com carinho.

- Sorri, e segue em frente.

E assim fez, pela segunda vez, sentiu-se um animal num laboratório. Carlo estava junto ao quadro que escolheram para a parede central. Podia jurar que tinha visto algo de diferente no seu olhar quando os seus olhos se cruzaram.

- Chegámos! Não viste o Diogo? - Andreia olhou em redor - Deixa, eu vou procurá-lo.

Andrea deixou-os sozinhos. Por uns instantes, pareceu-lhe que a galeria tinha ficado vazia. Ele vestia um fato preto com camisa branca. O coração dela batia descompassado.

- Estás fabulosa!
- Obrigada, a tua irmã insistiu...
- E fez muito bem. O resultado não podia ser melhor.

A atenção dele foi chamada por uma senhora, queria apresentá-lo ao marido. Ela aceitou uma taça de champanhe e começou a circular, conversou com algumas pessoas. A maioria era bastante simpática. Passado algum tempo começou a sentir-se a mais. Andrea falava com um jovem, possivelmente Diogo. Carlo tinha de conviver com os convidados. Os poucos colegas que foram, formaram um grupo e afastaram-se da maioria das pessoas, ela sentiu-se sozinha.
 Subiu para o escritório, sempre podia tirar aqueles sapatos que a estavam a matar. Ligou o computador a ver se havia algo que podia fazer. Tinha um video na caixa de email, era de Vítor.
Abriu. Gravaram a festa de aniversário, entre risos e brindes Napoleão corria pelos campos! Ao vê-lo a correr livre e feliz, percebeu que não podia continuar a confiná-lo a um minúsculo apartamento. Não tinha o direito de o aprisionar juntamente com ela. Teria de arranjar alguém que cuidasse dele, alguém que o ama-se como ela. Se eles o quisessem... Sentiu-se tão sozinha. E esse sentimento iria fazer parte da sua vida por muito tempo. Nessa altura não teria Napoleão para abraçar quando chorasse por Carlo. Grossas lágrimas começaram a cair, ao mesmo tempo que via Napoleão a correr pelo campo, enquanto Vítor descrevia tudo o que se passava. Ao contrário dela estava feliz!

- Não posso acreditar que te enfias-te aqui. Espero que não estejas a trabalhar!

Carlo calou-se ao ver as lágrimas dela.

-Que se passa?

Ela apenas chorava. Voltou o computador na direcção dele. Carlo olhou Napoleão a correr e sorriu.

- Devias de ficar feliz por ele. Ali é que é o lugar dele.
- Eu sei...e estou...mas...

As lágrimas que pareciam cessar regressaram em força. Carlo abraçou-a até que o choro parou.

-Desculpa. Estou a ser idiota.

Carlo beijou-a, a ideia era consolá-la, mas o desejo depressa tomou conta deles. Carlo apertava-a junto ao seu corpo, e ela pode sentir o quanto ele a desejava. Com a ajuda dele, um alça do vestido deslizou deixando a descoberto o principio do peito dela. A outra alça não tardou a cair e o peito dela ficou à mercê das caricia de Carlo. Sentou-a na secretária e puxou-lhe o vestido para cima. Encaixou-se no meio da pernas dela e continuou a beijá-la no pescoço. E foi dividindo a sua atenção entre a boca e o seu peito. Os mamilos estavam rijos pelo desejo. Ela nunca desejou algo na sua vida com tanta intensidade como desejava Carlo. Desejou tirar-lhe as calças e assim eliminar o tecido que os separava.

- Nunca desejei tanto uma mulher. Que vou fazer contigo?
- O que quiseres...

Carlo parou, num instante estava perfeitamente controlado. Ajudou-a a recompor-se e afastou-se dela. Cristy sentiu que ia morrer. Agora que admitira que o desejava ele afastava-se!

- Não aqui, nem assim.

Beijo-a e saiu deixando-a sozinha. Sentiu-se rejeitada. Ficou ali ainda por algum tempo. Quando desceu as pessoas já estavam de partida. Ninguém notara a sua ausência. Andrea ainda falava com o rapaz. Sorriu ao vê-la. Pouco tempo depois saíram os dois. Ainda restava um casal na galeria, ao qual Carlo dava atenção. Ela dirigiu-se às traseiras para falar com o responsável pelo catering e fazer o pagamento. Quando voltou à galeria Carlo já estava sozinho.

-Vamos?

Carlo fechou a porta da galeria depois de ela sair, a noite estava fresca a echarpe de Cristy era insuficiente para a abrigar, sentiu um arrepio que não passou despercebido a Carlo. Despiu o casaco e colocou-lho nos ombros.

- Obrigada.
- Não tens de agradecer cada coisa que faço...fazes com que me sinta desconfortável.

Ficou sem saber que pensar ou dizer. Fizerem o curto percurso até ao carro em silêncio. Tinha de dizer algo. O espaço no carro parecia ficar mais pequeno a cada minuto que passava. E ainda faltavam uns vinte minutos até ao hotel.

- Parece-me que correu tudo bem.
- Correu tudo lindamente. Foste incansável, devias de tirar uns dias para descansar.
- Mas ainda agora comecei a trabalhar.
- Uma coisa não tem nada que ver com a outra. Mereces uns dias. Podias aproveitar para resolver a questão do Napoleão.
- Já resolvi. Não posso ficar com ele, estou a enclausurá-lo juntamente comigo. Não é justo.
- Clausura?! Sentes-te assim tão sozinha.

Achou melhor não responder. Isso implicava revelar coisas a mais da sua vida. Coisas que não estava preparada para dizer a ninguém, e muito menos a ele!
Permaneceram em silêncio durante o resto da viagem. Cristy pensava se ele estaria arrependido das coisas terem ido tão longe. Não queria pensar nisso, ele tinha dito simplesmente não a queria assim nem ali! Agora via que ele tinha razão, mas na altura ela esquecera-se de onde estavam e só queria estar com ele. Não lhe importava que depois não a quisesse mais. Só queria ter a recordação de uma noite nos seus braços.

- Ouviste o que disse?

Nem se tinha apercebido que estavam no hotel.

- Desculpa. Estava a muito longe.
- Já vi. Estás bem?
- Sim. Apenas cansada.
- Amanhã tens o dia para fazeres o que quiseres. Só saímos ao fim da tarde.

Carlo deu a chaves ao rapaz para estacionar o carro e subiram. Em frente aos quartos, Carlo deu-lhe um beijo na testa, e entrou no quarto dele deixando Cristy desolada. Entrou no quarto dela e ficou olhando a chave por uns instantes. Pensava que iria passar a noite com ele! Estaria ele arrependido?! Sentou-se no chão junto à porta. Não se estava a reconhecer, quando queria uma coisa ia à luta e só parava depois de conseguir! E agora estava ali, desistindo mesmo antes de tentar. Ele era como outra coisa qualquer, se o queria, tinha de ir à luta. Levantou-se decidida e bateu à porta do quarto dele.

- Está tudo bem?

Ficou a olhá-lo sem saber por onde começar. Até que olhou para o relógio que estava no quarto.

- Disseste que amanhã podia fazer o quisesse. Tecnicamente já é amanhã e quero estar contigo. Isto se ainda...

Não acabou a frase, Carlo puxou-a para dentro do quarto beijando-a com tanto carinho que ela quase chorou. Levou-a em braços até à cama. Deitou-a sem parar de a beijar. A boca dele percorria o corpo dela à medida que o vestido ia descendo até aos seus pés.

- Mia dolce Cristy...

Ela estremecia com cada caricia dele. Ansiava por sentir a pele dele contra a sua. Ajudou-o a tirar a camisa e foi a sua vez de percorrer o corpo dele com beijos e caricias. Gostava de vê-lo estremecer quando lhe tocava, sentiu-se poderosa. Prolongou as caricias o mais que pode. Queria ver até onde ele lhe resistiria! Colocou-se em cima dele mas ele voltou-se deixando-a por baixo.

- Agora brinco eu...

Acariciava-lhe as pernas, ela sentiu a mão dele muito perto da sua parte mais intima e encolheu-se. Ele recuou, e deleito-se com os seios dela e repartindo beijos e caricias por todo o seu corpo que estremecia de desejo. Com caricias mais experientes que as dela, depressa a levou à loucura.

- Carlo, por favor... preciso de ti...

Cristy não precisou de pedir duas vezes. A partir do momento em que o sentiu dentro dela o mundo parou. Nada mais interessava, só queria estar ali. Os corpos transpirados moviam-se em uníssono. Numa melodia cadenciada repleta de paixão, de repente ela sentiu uma explosão dentro dela, nunca sentira nada igual. Sentia-se satisfeita mas ao mesmo tempo desejosa de mais. Queria mais e ele fez-lhe a vontade. Quando chegou a vez dele ela sentiu-se completa.
 Cristy ficou aninhada nos braços dele até adormecer. Pela primeira vez na sua vida, sentiu-se mulher.

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