SOB A LUZ DA LUA 5ª PARTE



Quando Ana acordou Steve ainda dormia, por uns minutos deixou-se ficar a olhá-lo. O seu olhar prendeu-se no peito moreno e musculado que se movia ao ritmo da respiração. Lutando contra o desejo de o acariciar, saiu da cama com o maior cuidado para não o acordar. Geralmente ele acordava ainda de madrugada e acendia a lareira antes de sair para a sua caminhada matinal, mas hoje ainda dormia.  Mal desceu, percebeu que a casa estava um gelo, tinha de acender a lareira. Fez chá e sentou-se no sofá, estava agitada. Hoje iam até à cabana dela, ir até lá, era sinal de que as coisas iam terminar, e isso deixava-a apreensiva. Tinha apenas mais três dias, três dias para estar com ele. Depois, teria de regressar e finalizar com determinados assuntos, já os tinha arrumados na sua cabeça, apenas restava comunicar à outra parte. Como iria Mário enfrentar o fim da relação?! E tão perto do casamento?! Não lhe ia falar de Steve, ele não tinha nada que ver com aquilo. Bem, indirectamente tinha, mas não foi a causa. Apenas se limitou a fazê-la aceitar um facto que insistia em negar.

- Porque não me acordas-te? - Ana sentiu a respiração quente dele no seu pescoço quando lhe deu um breve beijo - Já acendes-te a lareira, fizeste chá... Hum... Se não tomas cuidado ainda te tornas uma excepcional dona de casa.
- Que piadinha! Bom dia para ti também.
- A expectativa de voltares para a tua cabana é assim tão inquietante? Passas-te a noite às voltas.
- Desculpa, não era minha intenção incomodar-te.
- Não incomodas-te, bem, não muito. Estás assim tão impaciente? Se quiseres podemos ir agora.
- Acho que é vontade de vestir as minhas roupas.
- As minhas camisas ficam-te bem.
- Sim... acredito mesmo...

Steve deu-lhe um novo beijo antes de voltar a subir. Os beijos entre eles eram uma constante, iria ter saudades dele e dos seus beijos. E das noites com ele. Uma lágrima caiu na mesa, ficou a olhá-la. Era sentimental mas estava a ser demasiado tonta. A relação entre eles aconteceu inesperadamente, não tinha provocado os acontecimentos, apenas se deixou levar pelas circunstâncias. Mal começasse a trabalhar, todo este sentimento de solidão, que estava tomar conta dela, ia desaparecer e tudo voltaria a ser como antes, mas sem Mário. Tinha de pensar em como lhe dar a notícia, e não nos beijos de Steve. Nunca iria esquecer aqueles dias, mas não passavam de uma aventura com um homem charmoso. Sorriu ao imaginar a cara de Clara quando lhe conta-se. Porque tinha de contar a alguém... Não podia contar ao pai, nem a Maria, se bem que ela ia ficar feliz com o fim do noivado. Clara era sua amiga, e precisava de ter alguém que a ouvisse, sem a julgar quando as saudades chegassem. Porque iam chegar! Nem que fosse num dia de chuva ou numa noite de lua nova!

- Não te posso deixar sozinha. A tua mente não sossega?! Um dia vais perceber que assim como o corpo, o cérebro precisa de descanso.
- Conselho de médico?
- De amigo. Vamos?

Durante o caminho a palavra amigo não saia da sua cabeça. Era isso que ela era?! Uma amiga?! Isso significava que ele ia para a cama com todas as suas amigas?!  Ela não ia para a cama dos amigos, nem dava beijos aos amigos, pelo menos dos que eles trocaram nestes dias, isso deixava-o onde na escala de conhecimentos?! A confusão estava instaurada na sua cabeça.

- Ana?!
- Desculpa! Não ouvi.
- A tua cabana. Aquele não é o teu jipe?
- Do meu pai. Sim é. Já chegámos?
- Estamos a andar à praticamente uma hora. Estavas a apreciar a paisagem e nem te apercebeste do que andaste.
- Pois.
- Bem, vamos entrar ou viemos só fazer o reconhecimento?

A cabana estava mais gelada que a dele quando se levantou. As suas coisas estavam exactamente como as tinha deixado. Realmente, davam valor à privacidade. Ninguém foi confirmar se tinha chegado nem se estava tudo bem. Subiu e procurou uma roupa, precisava de vestir outra coisa. Desde que caiu que andava com a mesma roupa. Vestiu umas calças castanhas e uma camisola de lã branca.
Apanhou o longo cabelo castanho com um elástico. Colocou um pouco de perfume antes de descer. Quando a viu ele sorriu.

- Não conseguiste resistir a mudar de roupa.
- Se fosses mulher compreendias.
- Hum! Se fosse mulher... Prefiro ser homem e poder beijar-te.

Não lhe deu tempo de reagir, presa entre os braços dele, entregou-se ao beijo como sempre. De mãos entrelaçadas nos cabelos dele, puxou-o para bem perto. Entre beijos e caricias as suas costas bateram na parede, sentiu as mãos dele explorando a sua pele por debaixo da camisola. Arqueou as costas o que a fez chegar mais perto dele. Um barulho de um carro fez com que se separassem.

- Estás à espera de alguém?
- Não.
- Deve de ser alguém que se perdeu.

Saíram a tempo de ver o carro afastar-se novamente.

- Parece que não estavam perdidos, deram a volta. E se déssemos a volta também?!
- A volta?
- Sim, porque vais arrumar as tuas coisas e voltar comigo.
- Porquê?
- Porquê a cabana vai demorar a aquecer e como ainda não estás totalmente recuperada não quero que tenhas uma recaída. - Steve começou a brincar com o cabelo dela e o espaço entre as suas bocas começou a diminuir - Depois vais acusar-me de que não cuidei de ti em condições. - Um beijo demorado deixou-a meio tonta - Diz que vens.

Voltaram a beijar-se, os corpos moviam-se em direcção à entrada da cabana, Ana ouviu a porta fechar-se e sentiu as costas na parede.

- Diz que vens...
- Sim. - Um novo beijo mais apertado e sedento apoderou-se da boca dela.

O carro voltou a fazer-se ouvir.

- Parece que estão mesmo perdidos.

Ana viu-o sair e voltar para lhe dizer que ia indicar ao caminho ao casal e que voltava para a ajudar a levar as coisas para o jipe.
Ficou um pouco olhando a porta, ele queria que ela voltasse com ele. Um conhecido sinal de alarme disparou na sua cabeça. Até ali estava com ele porque não sabia onde era a sua cabana, mas agora sabia! Uma coisa era ir porque queria ir, outra era ir porque ele queria que ela fosse. Estava a dizer-lhe o que tinha de fazer. E ela obedecia assim, sem mais?! Sendo ou não o homem que a deixava louca com apenas um beijo, não queria cometer o mesmo erro. Mas se ela também queria, não era o mesmo que ele lhe dizer o que fazer. Apenas queriam os dois a mesma coisa. Estava nesta batalha interior quando ouviu novamente o carro. Pensou que o casal insistiu em levá-lo, depois da amabilidade dele não queriam que ele fizesse o caminho a pé. Foi ter com ele à porta... parou na entrada.

- Que estás aqui a fazer?! - Não se conteve.
- Que recepção. Não sabia que estavas assim tão zangada comigo.

Mário beijou-a por uns instantes. Ela não retribuiu, apenas ficou ali, estática. Quando Mário entrou na cabana ela ainda ficou na entrada, a pensar em como os beijos dele eram mornos, sem calor humano. Seriam sempre assim e ela nunca tinha notado? Ou notava agora porque os de Steve a faziam suspirar?! Mário voltou a aparecer.

- Não entras? A casa mais parece um frigorífico. Ainda bem que vim para te aquecer. Quando nos casarmos...

Deixou de ouvir o que ele dizia, a sua mente estava em guerra viva, repugnou-a a ideia de ir para a cama com ele. Não queria sentir as mãos dele no seu corpo, nem sentir os beijos dele novamente. Não queria ter a respiração dele no seu pescoço ao acordar. Pescoço que Steve beijava como ninguém! Tinha de falar com ele e dizer-lhe o que tinha decidido. Aquele era um sítio tão bom como outro qualquer.
Olhou para o fim da estrada, Steve não se via. Talvez a cabana do casal fosse longe o suficiente para ela ter tempo de falar com Mário, e quando ele regressasse Mário já teria partido.

- Temos de falar. - Ana sentou-se e ficou à espera que ele dissesse algo. Mas apenas olhava a cabana com ar de reprovação. - Eu sei, não é o teu estilo. Mas eu gosto.
- Posso me acostumar, se isso te faz feliz. Mas se passares umas férias num resort...
- Mário! - Gritou para lhe chamar a atenção - Temos de falar, tenho de te dizer uma coisa.
- Eu sei que estás chateada comigo, mas já estou...
- Quero desmarcar o casamento. - Largou a frase como se fosse uma bomba.
- E queres marcar para quando?
- Não percebes pois não?! Não me quero casar. Nem agora nem nunca.

Mário ficou branco, passou a mão no cabelo e sentou-se no canto do sofá. Abriu a boca como se fosse dizer algo mas voltou a fechá-la. Olhou para ela como se não acredita-se no que estava a ouvir.

- Não podes estar a falar a sério! Estás zangada mas isso passa, vou dar-te um tempo para pensares, depois vamos escolher outra data... - Quando a olhou nos olhos Ana sentiu que ele percebeu que estava a falar a sério - Já decidiste não foi? Que dirá o teu pai?
- O que quiser, mas tenho a certeza que vai aceitar, se é esta a minha opinião.
- Tens consciência que não há volta atrás? Quero dizer, se te arrependeres e quiseres voltar! Não vou aceitar de volta a mulher que me deixou. Por isso pensa bem. Posso dar-te uma boa vida. uma vida de luxo - Os olhos dele de repente ficaram mais brilhantes -  Não te quis contar até estar confirmado, mas já é oficial, sou sócio no escritório de advocacia onde estagiei. Fizeram-me uma oferta e aceitei. A partir de agora, dinheiro não é problema!

Ana olhava incrédula para ele, teve vontade de rir. Achava que o facto de ter uma posição mais elevada socialmente, a fazia voltar atrás?! Realmente não a conhecia. Se ela o amasse não precisava de luxos, aquela simples cabana bastava. Qualquer pessoa mais chegada a ela sabia isso muito bem. Mas Mário não sabia, nunca mostrou interesse pelo passado dela e ela não fez questão de lhe contar.

- Estou decidida, não me posso casar contigo se não te amo!
- E decidiste isso agora?! Neste fim de mundo?! Que se passou para deixares de me amar?!
- Acho que nunca te amei. Apenas me sentia segura contigo. Nada mais.
- E isso agora não te chega?
- Não.
- Como não?! Qualquer mulher gostaria de estar no teu lugar.
- Então sugiro que a procures. - Ana falava sem levantar a voz.
- Quem?!
- Essa mulher.
- Ora, vai ...

Mário saiu apressadamente, Ana ficou sentada até deixar de ouvir o carro. Respirou fundo, sentia-se bem consigo mesma, não era justo para Mário continuar com o casamento se não o amava. Estaria apenas a arrastá-lo para um relacionamento sem futuro a a condenar-se a si mesma a uma convivência que apenas lhe traria infelicidade.

A noite chegou e Steve não apareceu, começou a ficar preocupada. Pensou ir ter com ele mas não conhecia muito bem o caminho e de noite ainda menos. Resolveu deitar-se e procurá-lo pela manhã.
Dormiu como há muito não dormia, sonhou com Steve e isso deixou-a mais bem disposta. Depois do pequeno almoço saiu em direcção à cabana dele. Mas estava trancada e o carro dele não estava. Possivelmente foi até à cidade, olhou o céu, estava cinzento como era costume.

Tomou o caminho de regresso à sua cabana com passadas rápidas, não queria ser apanhada pela chuva.Se bem que a chuva lhe trazia boas recordações. O caminho tornou-se mais comprido desta vez, ou estaria perdida? Esperava que não! Felizmente a sua cabana avistou-se ao fundo do caminho esburacado pela chuva. Quando abriu a porta viu um envelope, era de Steve. Abriu o envelope apressadamente, a folha apenas continha cinco palavras:  Desejo que sejas muito feliz.
Não estava assinado, apenas uns parcos desejos de felicidade.

A tristeza acomodou-se no seu interior, sentiu um vazio enorme que se apoderava dela. Deixou-se escorregar pela porta, com a folha sobre o peito chorou. No dia seguinte, fez a malas e regressou a casa. Steve tinha partido, talvez fosse chamado para alguma emergência. Queria acreditar que assim era, que foi esse o motivo porque partiu sem se despedir dela.

Quando chegou à cidade chovia copiosamente, o pai e Maria saíram para a receber. Depois das malas tiradas do carro, chegou a hora de contar a decisão que tomou. Maria sorriu quando ela anunciou que terminou o noivado, o pai apenas perguntou se ela tinha a certeza disso e se mais tarde não se iria arrepender. Ana não respondeu, deu-lhe um beijo na cara e disse que precisava de um bom banho.

Entrou na banheira e deixou-se levar pelo desgosto que ameaçava tomar conta do seu coração. Tinha plena consciência que lhe restavam apenas três dias na companhia de Steve, o que a magoava não era a possibilidade de nunca mais o ver, era a maneira como ele partiu, sem se despedir. Gostaria que as coisas tivessem terminado de outra forma.  Podiam ter trocado o numero de telemóvel ou quem sabe a morada... Limpou os olhos com a mão, estava apenas a reagir a toda esta situação. Vendo a coisa friamente, foi para a cabana em plena discussão com o namorado, depois caiu, Steve estava lá quando precisou, era mais que natural que se sentisse ligada a ele.
 No dia seguinte começava a trabalhar, e o ritmo do trabalho não lhe ia deixar espaço para pensar nele, em dois dias ia esquecer Steve.


- Não acredito! - Clara estava boquiaberta - A ver se entendo, tu, que te negaste a sair com o Edu, deste tampa ao Victor, e a mais não sei quantos. Agora dizes que foste, para a cama de um homem do qual não sabes nada?!
- Não é bem assim. - Ana estava meio sem jeito.  - Se o conhecesses percebias.
- Não te estou a julgar, longe de mim. Apenas não te estou a reconhecer. E que disse Mário?
- Nada de mais. Ainda tentou convencer-me mas sabes como sou, uma vez decidida... - Ana encolheu os ombros - As coisas já não andavam bem, tu sabes, discutamos por tudo e acabávamos na cama como forma de resolver a situação. Mas depois de conhecer Steve toda a relação com Mário me pareceu morna, os beijos eram mornos, sem vida, pelo menos não me faziam sentir viva! Não é isso que quero para a minha vida.
- E Steve?!
- Steve! - Ana soltou um suspiro - Os beijos dele deixam-me completamente rendida, faz-me sentir viva, desejada. Em suma, faz-me sentir mulher.
- Quero saber tudo. Como é? Para te dar a volta deve de ser um Adónis! Vamos, que esperas, conta lá.

Ana sorriu e sentou-se na ponta da secretária.

- É um pouco mais alto que eu, bem constituído fisicamente, cabelo castanho claro, olhos lindos ... Ai amiga, se visses como brilham quando ele...
- Parou... informação a mais.- Clara ajeitou os óculos - Musculado?! Ou bem constituído assim, tipo Mário?

Ana fez uma careta, Steve era completamente o oposto de Mário, em todos os sentidos!

- Não é isso que estás a pensar, quando falava do que gostava, ou quando sorria, os seus olhos ganhavam um brilho especial. E sim é musculado, sem ser em demasia. O cheiro... se fechar os olhos posso sentir o cheiro da sua pele, quando sorri faz umas rugas junto aos olhos...
- E porque o deixas-te escapar?
- Porque todas as aventuras acabam.
- Pela forma como falas de aventura tem pouco.
- Não digas parvoíces. Chega de conversa, temos de trabalhar. - Ana deu a conversa por terminada.
Clara era um amor, mas conseguia ser mais romântica que ela, já tinha pedido a conta aos namorados que a amiga tinha tentado arranjar-lhe. Só parou quando começou a namorar com Mário.

- Já nos deram resposta do leilão?
- Sim, estão à tua espera na sexta feira. A Dona Amélia está interessada no quadro que falas-te. Tens de lhe telefonar.

A partir daí a conversa girou em torno do trabalho, Ana aproveitou as ideias que teve da cabana para decorar a casa de um novo cliente, queria algo sofisticado mas prático e a roçar o rústico. Até à viagem ela estava indecisa quanto a que fazer, mas agora estava tudo bem delineado na sua cabeça. Restava saber se o cliente iria gostar das ideias, já tinha os esboços prontos, restava a aprovação final.

Fazia dois meses que tinha voltado das cabanas, as saudades aumentavam a cada dia que passava!  Nem o aumento de trabalho afastavam as lembranças desses dias, o mês de Dezembro era muito movimentado, sempre havia quem quisesse algo de novo e natalício para esses dias. A Art for you já estava vestida para a época, Clara tinha feito um bom trabalho com a árvore de Natal.
Este ano resolveu utilizar uma branca, decorou-a apenas com luzes pisca pisca. Clara inicialmente, não gostou da ideia, achou-a um pouco estranha, mas o resultado final era absolutamente divinal.
A chuva começava a cair lá fora, Ana sorriu, a chuva fazia-a lembrar Steve, assim como as estrelas e as cegonhas. Até os pinheiros lhe recordavam Steve! Tudo a fazia lembrar esses dias na cabana. Como desejava voltar atrás e estar nos braços dele. Lágrimas começaram a cair pela sua face. Num impulso abriu a janela e deixou que a chuva entrasse no escritório, sorriu ao sentir as gotas na sua cara, sentiu-se renovada!

- Já é a quarta vez, sem querer exagerar, que te apanho a sorrir para a chuva. Estás bem?!
- Sim. Apenas saudades. A chuva deixa-me boas recordações.
- E por acaso queres partilhá-las?!
- Não vais querer que te conte tudo...algo vou ter que guardar para mim.
- Porque não tentas encontrá-lo? Algo deves de saber que te possa ajudar a procurá-lo.
- Muito pouco. Apenas sei que serviu nos médicos sem fronteiras e com isso não vou longe.
- Não acredito. - Clara colocou as mãos nas ancas - Tu que persegues um quadro, uma velharia, seja o que for que o cliente quer, tu não te rendes! Agarras a mais pequena pista e lá vais tu correr mundo, e agora nem vais tentar encontrar o homem que te tira o sono?
- Por isso mesmo, é melhor as coisas ficarem assim. Já basta roubar-me o sono, mais uns dias e isto passa.  - Ana agarrou a sua agenda - Parece-me que por hoje está tudo! Vens jantar lá a casa? O meu pai tem perguntado por ti.
- Mais meia hora e vou. Longe de mim querer recusar um convite do teu pai.
- Não queres recusar o convite ou não queres perder a possibilidade de deitares o olho ao Ramon?!
- Eu?!

Clara ficou vermelha e Ana despediu-se sorrindo. Ao subir para o carro olhou o céu, estava cinzento como nos dias que partilhou com Steve. Teria ele a companhia da família neste Natal?! Acaso Clara tinha razão e devia de tentar encontrá-lo?! E que lhe diria?!

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